sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Artigo: OMC reduz suas previsões de crescimento do comércio mundial devido à crise

Organização Mundial do Comércio (OMC) revisou em baixa nesta sexta-feira suas previsões de crescimento no volume do comércio mundial para 2011, para 5,8% contra 6,5% de sua previsão anterior, devido às perspectivas incertas da economia mundial. Essas previsões da OMC se devem ao fato de que "os intercâmbios comerciais cresceram mais lentamente que o previsto nos últimos meses, e que as perspectivas da economia são cada vez mais incertas", indica o organismo em seu site.

"É o momento de reforçar e preservar o sistema comercial mundial para que siga cumprindo com sua função crucial no futuro", declarou o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy. Entretanto, as negociações sobre a Rodada de Doha, lançadas há 10 anos no Qatar, continuam em ponto morto por causa das divergências entre industrializados e países emergentes.

(Com Agence France-Presse)Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/omc-reduz-suas-previsoes-de-crescimento-do-comercio-mundial-devido-a-crise

Artigo: As 20 empresas mais endividadas em dólar – e como isso pode arruinar seus lucros

São Paulo – Um levantamento da consultoria Economática com 240 empresas brasileiras de capital aberto mostrou os impactos da recente disparada do dólar sobre suas dívidas. A dívida total destas empresas, no final de junho, era de 51,43 bilhões de dólares. A cifra correspondia a 80,29 bilhões de reais naquela época. Mas, com o dólar mais caro, subiu quase 14 bilhões de reais, para 94 bilhões.
Para fazer a conta, a Economática considerou uma taxa de câmbio de 1,5611 real para 30 de junho, e de 1,828 real em 21 de setembro.

Para ler o artigo na íntegra, acesse o link abaixo.

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/empresas/noticias/as-20-empresas-mais-endividadas-em-dolar-e-como-isso-pode-arruinar-seus-lucros

Artigo: JAC passou carros no porto uma semana antes de IPI subir

Presidente da importadora de veículos disse que não recebeu informações privilegiadas para adotar medida

No mercado, decisão da JAC foi tida como forma de combater o aumento do IPI; outras empresas também buscam saídas


VENCESLAU BORLINA FILHO / CIRILO JÚNIOR

DE SÃO PAULO
ÁLVARO FAGUNDES

DE NOVA YORK

A chinesa JAC passou pela alfândega todos os seus veículos uma semana antes do governo brasileiro anunciar o aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros importados.
O presidente da empresa no Brasil, Sérgio Habib, negou ter tomado a decisão com base em informações privilegiadas, mas afirmou que esperava alteração no imposto.
No mercado, a medida da JAC foi tida como estratégica para driblar o aumento do IPI. A exemplo dela, outras empresas também se armaram contra a decisão do governo.
Ontem, em Nova York, o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) disse que o governo não vai abrir mão do aumento do imposto e que a medida não é protecionista. "Não estamos proibindo a importação", disse.
Pimentel também afirmou que o governo não teme retaliação e que o decreto não fere as regras da OMC (Organização Mundial do Comércio). "A medida é um incentivo para que as empresas invistam no Brasil. O preço não é preocupação no momento".
SEIS NAVIOS
A Kia, segundo o seu presidente, José Luiz Gandini, recebeu seis navios com veículos vindos da Coreia do Sul. Ele também negou que a importação tenha sido feita com base em informações de que o imposto subiria.
Ontem, a chinesa Chery afirmou por meio de um comunicado que está "concentrando todos os esforços para continuar oferecendo carros completos com preços justos, qualidade e tecnologia a todos os brasileiros".
Desde a publicação do decreto na sexta-feira, os executivos da empresa estão reunidos para discutir possibilidades dentro do atual cenário para propor a melhor solução aos consumidores.
Segundo a importadora, os carros faturados até o dia 15 não terão aumento. "Desse modo, a Chery manterá o preço sugerido de seus veículos sem o reajuste do IPI até o final do estoque", afirmou a empresa, em comunicado.
O presidente da JAC não revelou a quantidade de veículos nacionalizados, mas afirmou que tem estoque para até seis meses. Por mês, a empresa importa 4.000 veículos. "Não vamos repassar o aumento ao consumidor enquanto esse estoque durar."
O executivo afirmou que entre os esforços da empresa, ele deve reduzir a margem de lucro sobre as vendas, reduzir verbas com publicidade, além de tentar preços melhores com a sede na China.
Ao explicar a estratégia, o presidente da JAC afirmou que tem mais de 20 anos no mercado de automóveis e que esperava alguma, pois 'nenhuma medida mais severa foi tomada no governo Lula'.
"Então esperava alguma coisa, só que não tão forte, não tão protecionista às montadoras nacionais", disse.


Artigo: Petrobras confirma presença de óleo e gás na bacia Sergipe-Alagoas

SÃO PAULO – Após a realização de testes de formação, a Petrobras confirmou hoje a presença de acumulações de óleo e gás em águas ultraprofundas da bacia de Sergipe-Alagoas. Segundo a estatal, as informações obtidas até agora são suficientes para confirmar a descoberta de uma nova província petrolífera na região.
O poço 1-BRSA-851-SES, conhecido como Barra, está localizado a 58 quilômetros da costa do Estado de Sergipe e a 90 quilômetros da cidade de Aracaju. Este é o primeiro projeto exploratório em águas ultraprofundas na parte sergipana desta bacia.
“Foram confirmadas excelentes condições permoporosas dos reservatórios em profundidade de cerca de 5.050 e 5400 metros. No intervalo superior, foi constatado condensado/óleo leve de excelente qualidade, com grau API em torno de 43, e no intervalo inferior, verificou-se a ocorrência de óleo com 32  API”, diz a Petrobras, em comunicado ao mercado.
O bloco SEAL-M-426, onde está localizado o poço, é operado pela Petrobras, em parceria com a IBV-Brasil, que detém participação de 40%.
Ainda segundo o comunicado, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) aprovou a proposta de plano de avaliação enviada pelo consórcio, com objetivo de delimitar a acumulação descoberta.
(Ana Luísa Westphalen | Valor)

ENAEX 2011

O Evento
O que é o ENAEX - Encontro Nacional de Comércio Exterior?
Dois dias de eventos com palestras de autoridades do governo, líderes empresariais, especialistas brasileiros e estrangeiros em comércio internacional.
O ENAEX é um Fórum que propicia o diálogo entre os diferentes segmentos empresariais e autoridades do governo na busca de soluções para os problemas enfrentados pelos exportadores e importadores de mercadorias e serviços, bem como pelos diversos agentes e operadores que atuam na cadeia de negócios do comércio internacional.
O ENAEX conta com 30 edições realizadas, desde 1972, com expressiva participação de empresários, dirigentes de entidades de classe, autoridades do governo. O ENAEX tem como marca ser um evento de caráter propositivo, tendo apresentado diversas propostas de solução para entraves e problemas enfrentados pelos exportadores e importadores brasileiros de mercadorias e serviços. A AEB - Associação de Comércio Exterior do Brasil, realiza este evento e propicia a parceria de grandes empresas patrocinadoras.
A 30ª edição - ENAEX 2011 - teve mais de 2.800 inscritos e foi realizada nos dias 18 e 19 de agosto de 2011, no Píer Mauá, um dos mais belos locais do Rio de Janeiro.
Agregar o simbolismo de ser realizado no Armazém 2 do Porto do Rio de Janeiro, local de comércio exterior por excelência, multiplicou o grande sucesso do evento desde a primeira edição.
O Píer Mauá, no Porto do Rio de Janeiro, faz parte do projeto de revitalização da área, em uma parceria pública com empresas privadas. Realizar no local eventos culturais diferenciados e, especialmente, um do porte do ENAEX, com repercussão internacional, faz parte de um movimento mundial de revitalização de áreas portuárias, integrando-as à vida das cidades.

Portal de Logística

Pessoal,

Segue link para um website para informações sobre Logística


Abraço.

Artigo: Mais um puxadinho

16 de setembro de 2011 | 19h45
Celso Ming
O governo Dilma improvisou na quinta-feira decisões de política de comércio exterior, destinadas a proteger a indústria nacional de veículos da concorrência do produto proveniente do exterior.
As vendas de veículos importados por empresas sem fábricas no País foram 104,1% superiores às de agosto do ano anterior. O governo “ficou assustado”, como admitiu o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e decidiu fazer qualquer coisa. A medida-chave foi a elevação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em 30 pontos porcentuais que, no entanto, não prevalecerá nos casos em que forem respeitados índices de conteúdo nacional (peças e partes fabricadas no Brasil ou no Mercosul) e de investimentos em tecnologia. Na prática, os preços dos carros importados, especialmente chineses e coreanos, subirão cerca de 28%.

Pimentel. Decisão improvisada (FOTO: WILSON PEDROSA/AE)
Além de casuística, a decisão tomada em nome dos interesses do setor produtivo nacional e da criação interna de empregos é protecionista e, em princípio, contraria as regras de comércio exterior consagradas nos tratados internacionais. Talvez porque espere reação da Organização Mundial do Comércio (OMC), o governo brasileiro se definiu pelo caráter transitório das novas disposições. Vigorarão somente até dezembro de 2012 – período curto, que parece desestimular a interposição de recursos contra a decisão do governo em Genebra, onde está a sede da OMC.
Essa transitoriedade é, ao mesmo tempo, limitadora da eficácia dessa decisão. Se o objetivo é garantir mais conteúdo nacional e mais investimentos do veículo produzido em território brasileiro, pressupõe-se que as montadoras desenquadradas (e, aparentemente, são quase uma dezena delas no Brasil) precisem de um prazo mais esticado para planejar, contratar e incorporar peças nacionais.
Se a questão de fundo fosse de concorrência desleal do produto vindo do exterior, a ação adequada seria a abertura de processos antidumping ou, simplesmente, de embargo administrativo pelas autoridades aduaneiras. E, se fosse a necessidade de criar mais empregos, então outros setores, especialmente o de serviços, deveriam merecer mais atenção.
A questão de fundo é o reconhecimento de que a indústria instalada aqui no Brasil, seja lá qual for a origem do seu capital, trabalha em condições adversas tanto de custos como de produtividade. São a excessiva carga tributária, os elevados encargos sociais e trabalhistas, os juros mais altos do mundo, a infraestrutura precária ou inexistente, o excesso de burocracia, a corrupção, a Justiça lenta… e por aí vai. E isso não vale apenas para a indústria de veículos; vale para toda a cadeia produtiva do Brasil.
Em vez de trabalhar decididamente para diminuir o custo Brasil, colocar em marcha reformas de base e ampliar o mercado externo para o setor produtivo, o governo federal optou por remendos de duvidosa eficácia que, de quebra, criam insegurança jurídica, por serem claramente contestáveis na Justiça.
Enfim, essa é a “cultura do puxadinho” estendida para a política industrial do Brasil.
CONFIRA
Curto prazo por longo prazo. Na quarta-feira, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) voltará a definir que os juros básicos (Fed funds) permanecerão em torno de zero por cento ao ano. Até aí, nada de novo. É o nível dos juros já garantido até “meados de 2013”, anúncio feito na última reunião do Fed, em 9 de agosto. O que o mercado espera de novo é alguma indicação de que o Fed colocará em marcha a chamada Operação Twist. Trata-se da troca de títulos de curto prazo da carteira do Fed por títulos de mais longo prazo. Como das outras vezes, a situação mudará pouco. Mas o mercado terá dois ou três dias de euforia.
Desova. O presidente da Apollo Global Management (firma deprivate equity), Leon Black, acredita que não sobrará opção aos bancos europeus senão se desfazerem de cerca de US$ 2,1 trilhões de dólares em ativos (títulos, aplicações e participações acionárias) para adequar suas necessidades de capital. É o que apontou nesta sexta-feira a agência de notícias Bloomberg.

Artigo: Ramal ferroviário de Barretos será reativado ALL e Agrovia fecham acordo de investimentos para revitalização de trecho de 174 km

A América Latina Logística (ALL) anunciou, na última semana, o acerto de um contrato com a Agrovia para a reativação o ramal ferroviário de Barretos com o objetivo de atender à logística de escoamento de açúcar da região até o Porto de Santos.
A Agrovia vai investir R$ 110 milhões no projeto, que inclui a construção de um novo terminal na região de Barretos e a capacitação do trecho ferroviário de 174 km entre os municípios de Araraquara e Colina. Segundo o superintendente de Commodities da ALL, Leonardo Recondo, a conclusão das obras e o início da nova operação devem acontecer dentro dos próximos 18 meses.
Para o executivo, o contrato representa um grande avanço da participação ferroviária na movimentação de açúcar em São Paulo. “Com esse investimento, a região irá contar com uma logística mais eficiente para o escoamento de açúcar, inclusive, tornando possível também a captação em regiões próximas nos Estados de Goiás e Minas Gerais”, explica. Recondo acredita também que as obras permitirão a captação de outros produtos para a malha ferroviária, como grãos e fertilizantes.
A expectativa é que o acordo proporcione uma movimentação adicional de 2,5 milhões de toneladas de açúcar todos os anos pela malha da ALL.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Artigo: Ex-vendedor de picolé em represa tem hoje 4.000 funcionários

08/09/2011 - 08h00

MARIANA BARBOSA
DE SÃO PAULO
Aderbal Nogueira entrou na Nutrin há 18 anos como auxiliar de almoxarifado. Há três anos, assumiu a presidência da companhia.
Sob seu comando, a empresa mais que dobrou de tamanho. Passou do faturamento de R$ 110 milhões, com a gestão de 150 restaurantes empresariais, para R$ 250 milhões e 410 restaurantes. O número de funcionários aumentou de 1.500 para quase 4.000.
Neste depoimento, Nogueira, filho de doméstica e vendedor de picolé na infância, conta como hoje chegou à liderança da empresa de restaurantes corporativos.
Sou baiano de Xique Xique, oeste da Bahia. Filho de mãe baiana e pai pernambucano. Quando tinha três anos, meu pai se separou da minha mãe e ela foi para São Paulo trabalhar de doméstica.
Eu fiquei com meus avós. Um ano e meio depois, minha mãe já estava com a vida ajeitada e foi me buscar. Fomos morar no Cambuci (centro).
Minha mãe casou de novo, com um metalúrgico. Desses que são fãs do Lula para ele, é Deus no céu e Lula na Terra. Tiveram dois filhos.
A vida sempre foi muito dura, minha mãe ganhava muito pouco. O dinheiro do padrasto, que considero o meu pai, pagava o aluguel. O salário da mãe ia pra comida. Eles colocaram nós três na escola e diziam que a gente tinha de estudar.
Aos dez, vendo a dificuldade da família, fui vender picolé na represa de Guarapiranga. A gente morava em Interlagos. Eu estudava de manhã; à tarde, vendia picolé.
O bairro era muito pobre. Mas a gente conseguia ser feliz. Meus avós vinham sempre da Bahia nos visitar.
Em 1982, meu pai ficou desempregado. Foi um tempo difícil. Minha mãe resolveu que queria voltar pra Bahia. A família toda foi junto.
Montamos um açougue, trabalhei carregando carne. Mas não deu muito certo e voltamos de novo para São Paulo. O pai sempre dizia que, para onde quer que fosse, carregaria a família toda.
Quando voltamos, eu queria fazer faculdade, mas não tinha dinheiro. Arrumei emprego de office-boy na empresa Stanley-Home. Mas o dinheiro era pouco.
Um amigo me deu um toque sobre um trabalho de figurinista de circo. Nos dias em que não precisavam de figurinista, eu vendia pipoca e chupe-chupe na porta do circo. Cheguei a ganhar muito dinheiro no circo.
Com quatro ou cinco apresentações, tirava mais que o salário de office-boy. Assim, consegui fazer faculdade. Me formei em contabilidade na Unip (Universidade Paulista).
Há 18 anos, meu antigo chefe foi para a Nutrin, em Americana (SP), e me levou. Entrei como auxiliar de almoxarifado e passei por todas as áreas: financeira, compras, contas a pagar e até pelo restaurante.
Há três anos, a empresa passou por processo de profissionalização e fui convidado a assumir a presidência.
Depois de 20 anos pagando aluguel, hoje tenho uma casa confortável, digna de presidente de empresa, com piscina e churrasqueira.
Também comprei uma moto grande, uma BMW K1300, que era um sonho que eu tinha. Antes, tinha uma Honda CG 125.
Estou onde estou hoje pois nunca parei de estudar. Meus filhos, uma menina de 17 e um menino de 15, querem estudar medicina e direito.
Procuro mostrar-lhes o valor das coisas. A gente viaja para fora do país todo ano, vai a bons restaurantes. Mas dentro de limites, não sou de esbanjar, de tomar uísque caro.
Desde que assumi a Nutrin, a empresa mais que dobrou de tamanho.
Passou do faturamento de R$ 110 milhões, com 150 restaurantes e 1.500 funcionários, para R$ 250 milhões, 410 restaurantes e quase 4.000 funcionários.
O baiano aqui trabalha, você pensa o quê?

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Artigo: União e SP prometem Ferroanel para 2014

DIMMI AMORA - DE BRASLIA

Os governos federal e paulista firmaram acordo e devem anunciar nas prximas semanas que construiro juntos o Ferroanel Norte, verso ferroviria do Rodoanel. A inteno entreg-lo at 2014. Parte da linha vai correr em paralelo ao percurso do Rodoanel Norte. O custo estimado da linha exclusiva para cargas, com cerca de 60 km de Itaquaquecetuba a Jundia, de R$ 1,2 bilho -20% do previsto para o Rodoanel Norte. No est definida a origem do financiamento.
O Ferroanel busca agilizar e reduzir as despesas do transporte de mercadorias. Tende ainda a retirar caminhes de estradas e centros urbanos, pois parte das cargas deve migrar para o sistema ferrovirio.
Tambm prev melhorar o transporte coletivo sobre trilhos na Grande SP. Hoje, trens de carga usam a malha para passageiros em certos horrios, causando interferncias.
O acordo ocorre semanas aps encontro entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que anunciaram parcerias no combate pobreza.

LOCOMOTIVAS LENTAS
O Ferroanel praticamente tira do centro de So Paulo grandes trens de carga, sobretudo os mais pesados que levam minerais entre Santos e o interior paulista. Algumas locomotivas tm 5 km/h de velocidade mdia, igual de um pedestre.
As linhas, hoje compartilhadas entre a MRS Logstica (concessionria de carga) e a CPTM (passageiros) entre a Lapa e a Mooca e entre Manoel Feio e o Brs, ficariam s com a CPTM.
"Devemos comear o ferroanel pelo norte", diz Bernardo Figueiredo, diretor-geral da ANTT (Agncia Nacional de Transporte Terrestre). "No que no faremos mais o sul, s no temos mais dvidas de que devemos comear pelo norte." Para ele, o fato de o transporte de carga no poder atravessar adequadamente a Grande SP "cria uma grande limitao para todo os sistema".
A Secretaria de Transportes de SP confirmou reunies com a Unio, mas no as detalhou. O Ferroanel Norte se unir a outros dois investimentos da MRS em andamento: uma nova linha para cargas (de 12 km, entre Itaquaquecetuba e Suzano) e novos equipamentos.
As trs iniciativas podero eliminar 2 milhes de viagens de caminho ao ano entre Santos e outras regies paulistas e evitar 48 milhes de quilmetros rodados por caminho ao ano no centro expandido da capital -onde a circulao de cargas j caiu aps restries da prefeitura a caminhes e a inaugurao do Rodoanel Sul.

GASES POLUENTES
Essa mudana deve reduzir em 8% a emisso de gases poluentes do transporte de carga em geral. Na rea econmica, o governo espera a reduo no custo do frete, mas ainda no tem nmeros fechados.
A nova linha, j em construo, ficar pronta em 2012 ao custo de R$ 120 milhes. Evitar que trens de carga que vo para Santos usem a mesma linha da CPTM. J os novos equipamentos, que custaro R$ 140 milhes, faro os trens desceram com mais carga a serra entre So Paulo e Santos.
Com eles e a concluso do contorno de Suzano, ser possvel iniciar um sistema de terminais multimodais, que aumentar o nmero de contineres transportados por trem. O principal ser em Cubato.

Artigo: Cana brasileira já não é a mais barata

Renée Pereira - O Estado de S.Paulo

A abundância de terra agricultável, o clima favorável e a vasta experiência do produtor já não são mais ingredientes suficientes para garantir a enorme competitividade que fez do Brasil o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo. Nos últimos três anos, a combinação entre alta dos custos internos, câmbio e a euforia dos investidores com o etanol acabaram tirando o País da liderança do ranking de menor custo de produção da cana.


Na frente do Brasil, já estão Austrália, África do Sul e Tailândia. Há quem diga que Colômbia e Guatemala também têm conseguido produzir açúcar a um custo menor, mas eles não constam nas estatísticas oficiais. Embora sejam países com pequena produção comparada ao Brasil, o resultado reflete o momento mais delicado da indústria nacional de cana-de-açúcar. A escalada dos preços do etanol, por exemplo, levou o governo a anunciar na semana passada a redução da mistura do combustível na gasolina - uma forma de ampliar a oferta de álcool hidratado na bomba.

No açúcar, embora os preços estejam elevados no mercado internacional, não há grandes problemas. Mas o aumento do custo do Brasil, que responde por quase 50% do mercado mundial, tem reanimado até mesmo a indústria de açúcar de beterraba na Europa, afirma o presidente da Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-sul do Brasil (Orplana), Ismael Perina. "Há sete anos, esse produto estava inviável. Agora voltou a ficar viável, o que é ruim para o País."
Segundo dados da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), de 2005 para cá, os custos de produção cresceram cerca de 40% - de R$ 42 por tonelada de cana para R$ 60. Uma série de fatores explicam esse avanço. Alguns deles provocados pela extensa lista do chamado custo Brasil, como a valorização do real e a carga tributária elevada, que reduz a competitividade das empresas nacionais. Outros foram criados pela própria expansão do setor, como a falta da mão de obra.

O problema surgiu com o início da mecanização da colheita de cana, que deverá atingir 100% em 2014. Embora seja mais barato, o processo pegou o setor despreparado. Não havia frota suficiente para fazer a colheita e a mão de obra, antes acostumada a usar facões para cortar a cana, não sabia manusear tratores e colheitadeiras equipadas com alta tecnologia. Resultado disso foi o aumento no preço das máquinas e dos salários do setor.

"Além disso, o canavial não estava preparado para a colheita mecanizada, que exige um espaçamento diferente no plantio. Isso reduziu de forma significativa a produtividade", afirma o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues. Até hoje, diz ele, não se encontrou uma solução econômica para a palha que é retirada durante a colheita. "Se for junto com a cana para a usina, isso aumenta o custo de transporte. Se ficar no canavial, pode trazer pragas."

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,cana-brasileira-ja-nao-e-a-mais-barata,768489,0.htm

Artigo: OMC rejeita apelação da China contra tarifa sobre pneus dos EUA

GENEBRA – A Organização Mundial do Comércio (OMC) rejeitou uma apelação da China contra uma decisão que permite aos EUA elevarem seu imposto de importação sobre os pneus chineses em até 35%, na mais recente de uma série de atritos comerciais entre os americanos – maiores importadores do mundo – e os chineses – os maiores exportadores.
Os EUA anunciaram a imposição de uma tarifa de até 35% sobre o pneu importado da China em 2009
Um painel de apelação da OMC decidiu nesta segunda-feira que as autoridades americanas “agiram de forma consistente” com as leis internacionais do comércio.
A China argumentava que a tarifa de três anos que o presidente dos EUA, Barack Obama, aprovou em 2009, sob uma provisão chamada de salvaguarda para proteger os produtos americanos contra um forte aumento das importações, era uma tarifa de importação protecionista e prejudicava a indústria de pneus da China.
O sindicato dos metalúrgicos dos EUA pressionou o governo a impor essa tarifa, atribuindo a perda de 5 mil trabalhadores na indústria de pneus desde 2004 à importação do produto da China, que mais do que triplicou de 2004 a 2008.
(Associated Press)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Artigo: Como matar a HP em apenas um ano

Digamos que você tem um ano para matar a Hewlett-Packard. Aqui vai a receita para fazer isso:

Demita o excelente diretor-presidente Mark Hurd por causa de irregularidades em sua conta corporativa e uma acusação suculenta que você mesmo admite que não tem mérito. Demita quatro membros do conselho da maneira mais pública possível. Incentive um êxodo em massa de executivos importantes que na verdade sabem como comandar a gigante americana dos computadores.
Contrate um novo diretor-presidente de um concorrente alemão, a SAP, que vende software empresarial e não produtos de consumo final. Diga ao novo diretor-presidente, Leo Apotheker, que Hurd "deixou a HP em ótimo estado".
Atraia críticas públicas de uma importante firma de consultoria de governança empresarial por causa de alegações que Apotheker preencheu as vagas do conselho com seus capangas.
Busque aquisições e recompras de ações caras. Permita que as despesas saiam de controle. Tente queimar dezenas de bilhões em caixa antes da próxima recessão mundial.
Provoque os parceiros Microsoft e Oracle com ameaças de instalar o sistema operacional da HP nos PCs dela. Aí decida não fazer isso. Lembra do webOS, aquele software promissor comprado pela HP junto com a aquisição de US$ 1,2 bilhão da Palm ano passo? Engavete-o.
Reclame quando Larry Ellison, da Oracle, dizer ao "New York Times" que "o conselho da HP acabou de tomar a pior decisão de pessoal desde que os idiotas do conselho da Apple demitiram Steve Jobs". E abra processos quando Ellison contratar Hurd.
Conte vantagem que vai atacar o iPad, da Apple, com seu TouchPad de US$ 499. Aí jogue o TouchPad no lixo com uma liquidação a US$ 99 e anuncie que simplesmente vai parar de oferecer o produto.
Telegrafe para o mundo que você é burro demais para fabricar smartphones.
Aumente suas previsões de resultados duas vezes. Aí não consiga alcançá-las. Duas vezes.
Assegura-se que o memorando de Apotheker vaze para a imprensa — aquele que diz "economize cada centavo e minimize as contratações".
Anuncie planos de comprar a firma britânica de software empresarial Autonomy pior US$ 10 bilhões, porque ela faz a mesma coisa que a SAP, que é o Apotheker sabe fazer melhor.
Anuncie planes de talvez vender sua divisão de PCs. Ou talvez desmembrar a divisão. A incerteza acaba prejudicando o preço dela.
Nem se preocupe com os anos de esforço da HP — inclusive a polêmica fusão com a Compaq — para se tornar a maior fabricante de PC do mundo. Esqueça que o negócio de PC serve para alimentar os negócios mais lucrativos da HP. Jogá-lo no lixo é um absurdo perfeito que um analista, Jayson Noland, da Robert W. Baird & Co., descreveu como a "McDonald's parar de vender hambúrguer".
Assista enquanto a Moody's ameaça rebaixar a nota de crédito da HP.
Aja com surpresa quanto a ação da HP desabar mais de 40%.
Vá para Wall Street e conte histórias longas e confusas sobre como você está transformando a HP de uma empresa com pouca margem para uma com alta margem de lucro.
Desde o colapso espetacular da diretora-presidente Carly Fiorina ao escândalo de espionagem ilegal autorizado pela ex-presidente do conselho Patricia Dunn, e até o suposto escândalo sexual de Hurd que aparentemente não envolveu nenhuma cópula, esse tipo de disfunção já se tornou "o jeito da HP".
Já faz um ano que a HP demitiu Hurd. Jack Kevorkian não conseguiria criar um plano melhor para a eutanásia de uma empresa. Mas como gostava de dizer o velho "doutor morte": "Morrer não é crime".

Fonte: http://online.wsj.com/article/SB10001424053111904716604576544431327165192.html?mod=WSJP_inicio_MiddleTop&linkSource=valor

Artigo: Exportações e importações batem recorde; superavit é de US$ 20 bi

01/09/2011 - 11h35

MAELI PRADO
DE BRASÍLIA

A expansão das exportações de agosto garantiu números recordes para a balança comercial, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (1º) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. As vendas do Brasil em agosto atingiram US$ 26,1 bilhões, e as compras de outros países chegaram a US$ 22,2 bilhões no mesmo período, um superavit comercial de US$ 3,8 bilhões.
No acumulado de 2011, as exportações brasileiras alcançaram US$ 166,7 bilhões, e as importações US$ 146,7 bilhões, um resultado positivo em US$ 19,9 bilhões. Esse saldo acumulado representa aumento de 70,8% na comparação com o acumulado entre janeiro e agosto do ano passado.
O bom desempenho reforça as previsões de que a corrente de comércio brasileira (total das exportações e importações) em 2011 chegue perto de meio trilhão de dólares. Entre setembro do ano passado e agosto deste ano, o montante já alcança US$ 456,5 bilhões. Entre janeiro e agosto deste ano, esse valor é de US$ 313,4 bilhões.
O ministro informará mais detalhes da balança comercial às 15h30 de hoje. O bom desempenho das vendas externas é atribuído principalmente às vendas de produtos básicos, como soja, petróleo e café.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/968743-exportacoes-e-importacoes-batem-recorde-superavit-e-de-us-20-bi.shtml

Artigo: 'Banco Central é tão instável quanto o clima em São Paulo', diz economista

Economista da Trevisan diz que redução da Selic para 12% foi brusca e pode trazer insegurança ao mercado

Eduardo Tavares, de São Paulo – Quem esteve na cidade de São Paulo ontem ficou surpreso com a variação brusca de temperatura: uma manhã quente, assim como boa parte do dia, mas um fim de tarde relembrando que o inverno ainda não acabou. Para o economista Alcides Leite, da Trevisan Escola de negócios, tão instável quanto o clima na cidade na terça-feira é o comportamento do Banco Central (BC), que reduziu a taxa Selic em 0,5 ponto percentual.
Nas cinco reuniões anteriores do Comitê de Política Monetária (Copom) a decisão havia sido de aumentar os juros. Por isso, o esperado pelo economista, e por outros especialistas do mercado, era a manutenção da taxa, ou uma redução mais branda, de 0,25 ponto percentual.
“Fiquei perplexo, e acho que o mercado também vai ficar. Esta mudança foi repentina e intensa, como a mudança do tempo em São Paulo ontem. Isto pode trazer certa insegurança”, diz o professor. Para ele, o esperado era que a autoridade monetária mantivesse os juros em 12,5% ao ano, já que as expectativas de inflação continuam em alta.
A justificativa que o BC deu para sua decisão foi a preocupação com o cenário econômico externo. Segundo a equipe do Copom, os problemas fiscais que ameaçam os países europeus pode prejudicar a economia brasileira. Assim, juros altos poderiam sufocar o crescimento brasileiro.
Entretanto, para o professor da Trevisan, o cenário externo atual não justifica a redução dos juros. “Acho que não é como em 2008 e 2009. Naquela época o BC errou, de fato, ao continuar aumentando os juros depois da crise. Mas acredito que agora o cenário não chega àquele nível. Além disso, o setor externo não pressiona tanto na nossa inflação”, explica.

Credibilidade
Para o professor Claudio Shikida, coordenador do Núcleo de Estudos de Política Monetária do Ibmec de Minas Gerais, a decisão põe em dúvida a credibilidade do BC. “A inflação já está fora da meta e tanto governo quanto mercado sabem que não vai voltar neste ano. O BC já deixou claro que a preocupação com a meta vai ficar para o ano que vem, e isto me preocupa. A imagem (do banco) está arranhada”, afirma.
Shikida considerou a decisão “arrojada”, já que todos os sinais dados pelo BC anteriormente eram de aperto monetário, sobretudo com as medidas macroprudenciais. “Agora o governo precisa ser tão arrojado na política fiscal quanto na monetária. Ele vai ter que cumprir os cortes de gastos prometidos e isto não é algo simples de se fazer. Só assim o crescimento não vai perder vigor e a inflação vai ficar sob controle.

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/banco-central-e-tao-instavel-quanto-o-clima-em-sao-paulo-diz-economista

Artigo: O problema "Wall Street" do Brasil

A economia brasileira está crescendo mais devagar, mas o governo está reduzindo seus gastos para aumentar seu superávit primário, algo que pode desacelerar a economia ainda mais. A produção industrial caiu 1,6% em junho, e a atividade econômica caiu pela primeira vez desde 2008. Embora as cifras mensais sejam erráticas e não necessariamente indiquem qualquer tendência, o quadro maior provoca perguntas sobre se a política seguida pelo governo é apropriada, diante dos crescentes riscos e ventos contrários na economia global.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/markweisbrot/967892-o-problema-tipo-wall-street-do-brasil.shtml

Artigo: Miriam Belchior confirma mnimo de R$ 619,21 para 2012

O valor do salrio mnimo revelado pela ministra Miriam Belchior maior do que projetado pelo governo em abril deste ano
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, entregou na manh desta quarta-feira ao Congresso Nacional a proposta de Oramento para o ano de 2012. Segundo a ministra, o salrio mnimo proposto pelo governo para o prximo ano de 619,21 reais, um aumento de 13,6%. Miriam conceder coletiva durante a tarde para falar sobre a proposta do Executivo.
O projeto foi entregue ao presidente do Senado, Jos Sarney (PMDB-AP). Ele far o pronto encaminhamento da proposta Comisso Mista de Oramento para a tramitao do projeto. O relator ser o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).
O valor do salrio mnimo revelado pela ministra Miriam Belchior maior do que projetado pelo governo quando do envio da lei de diretrizes oramentrias (LDO) para 2012 ao Congresso, em abril deste ano. Nos parmetros utilizados pelo governo para elaborao da LDO, o mnimo previsto era de 616,34 reais.
(Com Agncia Estado)

Artigo: Governo faz pressão sobre o Uruguai

Por Tarso Veloso | De Brasília
 
O governo federal fará pressão para que o Uruguai aceite negociar cotas de exportação de leite para o Brasil. Por enquanto, Montevidéu entende que as quantidades vendidas ao país são muito pequenas para serem controladas. Essa percepção esbarra nos produtores brasileiros, que exigem uma limitação do produto vindo do Mercosul com preços mais baixos.
O representante da Subcomissão do Leite, deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), disse ontem que o governo não hesitará em fazer pressão para que essa negociação saia do papel. "O Brasil tem centenas de formas de chamar o Uruguai para a mesa de negociações", afirmou Moreira.
Ontem, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, reuniu-se com o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Alessandro Teixeira, para discutir problemas de concorrência com países do Mercosul nos segmentos de leite, arroz, suínos e derivados de uva. Durante o encontro ficou acertado que os Ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento, da Fazenda e o Itamaraty vão estruturar algumas ações para aumentar a competitividade dos produtores brasileiros.
Mendes Ribeiro cobrou um conjunto de ações em até 30 dias. O intuito é fazer com que as mudanças tenham efeito ainda no ano de 2011. Além disso, ficou decidida a realização de uma audiência com a iniciativa privada para a discussão do assunto.
O deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), disse que não poderá haver aumento dos preços nas prateleiras. Caso o consumidor seja afetado, as importações irão aumentar ainda mais. Segundo ele, apoiou os produtores nacionais e disse que o ministério vai acompanhar toda a negociação.
Para o presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim, é impossível ser competitivo em um mercado sem a restrição das cotas, pois isso desestimula a cadeia produtiva brasileira.