terça-feira, 6 de setembro de 2011

Artigo: Cana brasileira já não é a mais barata

Renée Pereira - O Estado de S.Paulo

A abundância de terra agricultável, o clima favorável e a vasta experiência do produtor já não são mais ingredientes suficientes para garantir a enorme competitividade que fez do Brasil o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo. Nos últimos três anos, a combinação entre alta dos custos internos, câmbio e a euforia dos investidores com o etanol acabaram tirando o País da liderança do ranking de menor custo de produção da cana.


Na frente do Brasil, já estão Austrália, África do Sul e Tailândia. Há quem diga que Colômbia e Guatemala também têm conseguido produzir açúcar a um custo menor, mas eles não constam nas estatísticas oficiais. Embora sejam países com pequena produção comparada ao Brasil, o resultado reflete o momento mais delicado da indústria nacional de cana-de-açúcar. A escalada dos preços do etanol, por exemplo, levou o governo a anunciar na semana passada a redução da mistura do combustível na gasolina - uma forma de ampliar a oferta de álcool hidratado na bomba.

No açúcar, embora os preços estejam elevados no mercado internacional, não há grandes problemas. Mas o aumento do custo do Brasil, que responde por quase 50% do mercado mundial, tem reanimado até mesmo a indústria de açúcar de beterraba na Europa, afirma o presidente da Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-sul do Brasil (Orplana), Ismael Perina. "Há sete anos, esse produto estava inviável. Agora voltou a ficar viável, o que é ruim para o País."
Segundo dados da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), de 2005 para cá, os custos de produção cresceram cerca de 40% - de R$ 42 por tonelada de cana para R$ 60. Uma série de fatores explicam esse avanço. Alguns deles provocados pela extensa lista do chamado custo Brasil, como a valorização do real e a carga tributária elevada, que reduz a competitividade das empresas nacionais. Outros foram criados pela própria expansão do setor, como a falta da mão de obra.

O problema surgiu com o início da mecanização da colheita de cana, que deverá atingir 100% em 2014. Embora seja mais barato, o processo pegou o setor despreparado. Não havia frota suficiente para fazer a colheita e a mão de obra, antes acostumada a usar facões para cortar a cana, não sabia manusear tratores e colheitadeiras equipadas com alta tecnologia. Resultado disso foi o aumento no preço das máquinas e dos salários do setor.

"Além disso, o canavial não estava preparado para a colheita mecanizada, que exige um espaçamento diferente no plantio. Isso reduziu de forma significativa a produtividade", afirma o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues. Até hoje, diz ele, não se encontrou uma solução econômica para a palha que é retirada durante a colheita. "Se for junto com a cana para a usina, isso aumenta o custo de transporte. Se ficar no canavial, pode trazer pragas."

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,cana-brasileira-ja-nao-e-a-mais-barata,768489,0.htm

Artigo: OMC rejeita apelação da China contra tarifa sobre pneus dos EUA

GENEBRA – A Organização Mundial do Comércio (OMC) rejeitou uma apelação da China contra uma decisão que permite aos EUA elevarem seu imposto de importação sobre os pneus chineses em até 35%, na mais recente de uma série de atritos comerciais entre os americanos – maiores importadores do mundo – e os chineses – os maiores exportadores.
Os EUA anunciaram a imposição de uma tarifa de até 35% sobre o pneu importado da China em 2009
Um painel de apelação da OMC decidiu nesta segunda-feira que as autoridades americanas “agiram de forma consistente” com as leis internacionais do comércio.
A China argumentava que a tarifa de três anos que o presidente dos EUA, Barack Obama, aprovou em 2009, sob uma provisão chamada de salvaguarda para proteger os produtos americanos contra um forte aumento das importações, era uma tarifa de importação protecionista e prejudicava a indústria de pneus da China.
O sindicato dos metalúrgicos dos EUA pressionou o governo a impor essa tarifa, atribuindo a perda de 5 mil trabalhadores na indústria de pneus desde 2004 à importação do produto da China, que mais do que triplicou de 2004 a 2008.
(Associated Press)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Artigo: Como matar a HP em apenas um ano

Digamos que você tem um ano para matar a Hewlett-Packard. Aqui vai a receita para fazer isso:

Demita o excelente diretor-presidente Mark Hurd por causa de irregularidades em sua conta corporativa e uma acusação suculenta que você mesmo admite que não tem mérito. Demita quatro membros do conselho da maneira mais pública possível. Incentive um êxodo em massa de executivos importantes que na verdade sabem como comandar a gigante americana dos computadores.
Contrate um novo diretor-presidente de um concorrente alemão, a SAP, que vende software empresarial e não produtos de consumo final. Diga ao novo diretor-presidente, Leo Apotheker, que Hurd "deixou a HP em ótimo estado".
Atraia críticas públicas de uma importante firma de consultoria de governança empresarial por causa de alegações que Apotheker preencheu as vagas do conselho com seus capangas.
Busque aquisições e recompras de ações caras. Permita que as despesas saiam de controle. Tente queimar dezenas de bilhões em caixa antes da próxima recessão mundial.
Provoque os parceiros Microsoft e Oracle com ameaças de instalar o sistema operacional da HP nos PCs dela. Aí decida não fazer isso. Lembra do webOS, aquele software promissor comprado pela HP junto com a aquisição de US$ 1,2 bilhão da Palm ano passo? Engavete-o.
Reclame quando Larry Ellison, da Oracle, dizer ao "New York Times" que "o conselho da HP acabou de tomar a pior decisão de pessoal desde que os idiotas do conselho da Apple demitiram Steve Jobs". E abra processos quando Ellison contratar Hurd.
Conte vantagem que vai atacar o iPad, da Apple, com seu TouchPad de US$ 499. Aí jogue o TouchPad no lixo com uma liquidação a US$ 99 e anuncie que simplesmente vai parar de oferecer o produto.
Telegrafe para o mundo que você é burro demais para fabricar smartphones.
Aumente suas previsões de resultados duas vezes. Aí não consiga alcançá-las. Duas vezes.
Assegura-se que o memorando de Apotheker vaze para a imprensa — aquele que diz "economize cada centavo e minimize as contratações".
Anuncie planos de comprar a firma britânica de software empresarial Autonomy pior US$ 10 bilhões, porque ela faz a mesma coisa que a SAP, que é o Apotheker sabe fazer melhor.
Anuncie planes de talvez vender sua divisão de PCs. Ou talvez desmembrar a divisão. A incerteza acaba prejudicando o preço dela.
Nem se preocupe com os anos de esforço da HP — inclusive a polêmica fusão com a Compaq — para se tornar a maior fabricante de PC do mundo. Esqueça que o negócio de PC serve para alimentar os negócios mais lucrativos da HP. Jogá-lo no lixo é um absurdo perfeito que um analista, Jayson Noland, da Robert W. Baird & Co., descreveu como a "McDonald's parar de vender hambúrguer".
Assista enquanto a Moody's ameaça rebaixar a nota de crédito da HP.
Aja com surpresa quanto a ação da HP desabar mais de 40%.
Vá para Wall Street e conte histórias longas e confusas sobre como você está transformando a HP de uma empresa com pouca margem para uma com alta margem de lucro.
Desde o colapso espetacular da diretora-presidente Carly Fiorina ao escândalo de espionagem ilegal autorizado pela ex-presidente do conselho Patricia Dunn, e até o suposto escândalo sexual de Hurd que aparentemente não envolveu nenhuma cópula, esse tipo de disfunção já se tornou "o jeito da HP".
Já faz um ano que a HP demitiu Hurd. Jack Kevorkian não conseguiria criar um plano melhor para a eutanásia de uma empresa. Mas como gostava de dizer o velho "doutor morte": "Morrer não é crime".

Fonte: http://online.wsj.com/article/SB10001424053111904716604576544431327165192.html?mod=WSJP_inicio_MiddleTop&linkSource=valor

Artigo: Exportações e importações batem recorde; superavit é de US$ 20 bi

01/09/2011 - 11h35

MAELI PRADO
DE BRASÍLIA

A expansão das exportações de agosto garantiu números recordes para a balança comercial, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (1º) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. As vendas do Brasil em agosto atingiram US$ 26,1 bilhões, e as compras de outros países chegaram a US$ 22,2 bilhões no mesmo período, um superavit comercial de US$ 3,8 bilhões.
No acumulado de 2011, as exportações brasileiras alcançaram US$ 166,7 bilhões, e as importações US$ 146,7 bilhões, um resultado positivo em US$ 19,9 bilhões. Esse saldo acumulado representa aumento de 70,8% na comparação com o acumulado entre janeiro e agosto do ano passado.
O bom desempenho reforça as previsões de que a corrente de comércio brasileira (total das exportações e importações) em 2011 chegue perto de meio trilhão de dólares. Entre setembro do ano passado e agosto deste ano, o montante já alcança US$ 456,5 bilhões. Entre janeiro e agosto deste ano, esse valor é de US$ 313,4 bilhões.
O ministro informará mais detalhes da balança comercial às 15h30 de hoje. O bom desempenho das vendas externas é atribuído principalmente às vendas de produtos básicos, como soja, petróleo e café.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/968743-exportacoes-e-importacoes-batem-recorde-superavit-e-de-us-20-bi.shtml

Artigo: 'Banco Central é tão instável quanto o clima em São Paulo', diz economista

Economista da Trevisan diz que redução da Selic para 12% foi brusca e pode trazer insegurança ao mercado

Eduardo Tavares, de São Paulo – Quem esteve na cidade de São Paulo ontem ficou surpreso com a variação brusca de temperatura: uma manhã quente, assim como boa parte do dia, mas um fim de tarde relembrando que o inverno ainda não acabou. Para o economista Alcides Leite, da Trevisan Escola de negócios, tão instável quanto o clima na cidade na terça-feira é o comportamento do Banco Central (BC), que reduziu a taxa Selic em 0,5 ponto percentual.
Nas cinco reuniões anteriores do Comitê de Política Monetária (Copom) a decisão havia sido de aumentar os juros. Por isso, o esperado pelo economista, e por outros especialistas do mercado, era a manutenção da taxa, ou uma redução mais branda, de 0,25 ponto percentual.
“Fiquei perplexo, e acho que o mercado também vai ficar. Esta mudança foi repentina e intensa, como a mudança do tempo em São Paulo ontem. Isto pode trazer certa insegurança”, diz o professor. Para ele, o esperado era que a autoridade monetária mantivesse os juros em 12,5% ao ano, já que as expectativas de inflação continuam em alta.
A justificativa que o BC deu para sua decisão foi a preocupação com o cenário econômico externo. Segundo a equipe do Copom, os problemas fiscais que ameaçam os países europeus pode prejudicar a economia brasileira. Assim, juros altos poderiam sufocar o crescimento brasileiro.
Entretanto, para o professor da Trevisan, o cenário externo atual não justifica a redução dos juros. “Acho que não é como em 2008 e 2009. Naquela época o BC errou, de fato, ao continuar aumentando os juros depois da crise. Mas acredito que agora o cenário não chega àquele nível. Além disso, o setor externo não pressiona tanto na nossa inflação”, explica.

Credibilidade
Para o professor Claudio Shikida, coordenador do Núcleo de Estudos de Política Monetária do Ibmec de Minas Gerais, a decisão põe em dúvida a credibilidade do BC. “A inflação já está fora da meta e tanto governo quanto mercado sabem que não vai voltar neste ano. O BC já deixou claro que a preocupação com a meta vai ficar para o ano que vem, e isto me preocupa. A imagem (do banco) está arranhada”, afirma.
Shikida considerou a decisão “arrojada”, já que todos os sinais dados pelo BC anteriormente eram de aperto monetário, sobretudo com as medidas macroprudenciais. “Agora o governo precisa ser tão arrojado na política fiscal quanto na monetária. Ele vai ter que cumprir os cortes de gastos prometidos e isto não é algo simples de se fazer. Só assim o crescimento não vai perder vigor e a inflação vai ficar sob controle.

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/banco-central-e-tao-instavel-quanto-o-clima-em-sao-paulo-diz-economista

Artigo: O problema "Wall Street" do Brasil

A economia brasileira está crescendo mais devagar, mas o governo está reduzindo seus gastos para aumentar seu superávit primário, algo que pode desacelerar a economia ainda mais. A produção industrial caiu 1,6% em junho, e a atividade econômica caiu pela primeira vez desde 2008. Embora as cifras mensais sejam erráticas e não necessariamente indiquem qualquer tendência, o quadro maior provoca perguntas sobre se a política seguida pelo governo é apropriada, diante dos crescentes riscos e ventos contrários na economia global.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/markweisbrot/967892-o-problema-tipo-wall-street-do-brasil.shtml

Artigo: Miriam Belchior confirma mnimo de R$ 619,21 para 2012

O valor do salrio mnimo revelado pela ministra Miriam Belchior maior do que projetado pelo governo em abril deste ano
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, entregou na manh desta quarta-feira ao Congresso Nacional a proposta de Oramento para o ano de 2012. Segundo a ministra, o salrio mnimo proposto pelo governo para o prximo ano de 619,21 reais, um aumento de 13,6%. Miriam conceder coletiva durante a tarde para falar sobre a proposta do Executivo.
O projeto foi entregue ao presidente do Senado, Jos Sarney (PMDB-AP). Ele far o pronto encaminhamento da proposta Comisso Mista de Oramento para a tramitao do projeto. O relator ser o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).
O valor do salrio mnimo revelado pela ministra Miriam Belchior maior do que projetado pelo governo quando do envio da lei de diretrizes oramentrias (LDO) para 2012 ao Congresso, em abril deste ano. Nos parmetros utilizados pelo governo para elaborao da LDO, o mnimo previsto era de 616,34 reais.
(Com Agncia Estado)

Artigo: Governo faz pressão sobre o Uruguai

Por Tarso Veloso | De Brasília
 
O governo federal fará pressão para que o Uruguai aceite negociar cotas de exportação de leite para o Brasil. Por enquanto, Montevidéu entende que as quantidades vendidas ao país são muito pequenas para serem controladas. Essa percepção esbarra nos produtores brasileiros, que exigem uma limitação do produto vindo do Mercosul com preços mais baixos.
O representante da Subcomissão do Leite, deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), disse ontem que o governo não hesitará em fazer pressão para que essa negociação saia do papel. "O Brasil tem centenas de formas de chamar o Uruguai para a mesa de negociações", afirmou Moreira.
Ontem, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, reuniu-se com o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Alessandro Teixeira, para discutir problemas de concorrência com países do Mercosul nos segmentos de leite, arroz, suínos e derivados de uva. Durante o encontro ficou acertado que os Ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento, da Fazenda e o Itamaraty vão estruturar algumas ações para aumentar a competitividade dos produtores brasileiros.
Mendes Ribeiro cobrou um conjunto de ações em até 30 dias. O intuito é fazer com que as mudanças tenham efeito ainda no ano de 2011. Além disso, ficou decidida a realização de uma audiência com a iniciativa privada para a discussão do assunto.
O deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), disse que não poderá haver aumento dos preços nas prateleiras. Caso o consumidor seja afetado, as importações irão aumentar ainda mais. Segundo ele, apoiou os produtores nacionais e disse que o ministério vai acompanhar toda a negociação.
Para o presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim, é impossível ser competitivo em um mercado sem a restrição das cotas, pois isso desestimula a cadeia produtiva brasileira.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Artigo: Investidor dos EUA prefere Brasil a outros dos Brics, diz estudo

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil é o país preferido entre os Brics --que incluem ainda Rússia, Índia e China-- por investidores norte-americanos no mercado acionário, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira.
Cerca de 60 por cento dos gestores baseados nos Estados Unidos colocam o Brasil como principal destino de recursos dentro do universo dos quatro emergentes. A China aparece em seguida, com 27 por cento.
A pesquisa --realizada pela consultoria de comunicação Financial Dynamics (FD)-- ouviu investidores como BlackRock, Franklin Templeton e Boston Company Asset Management.
"Os investidores acreditam que os fundamentos das companhias brasileiras são o ponto mais importante para as decisões de portfólio", disse em comunicado o vice-chairman da FD, Gordon McCoun.
"Mas em um tempo em que a incerteza macroeconômica (global) está retardando a alocação de capital em mercados emergentes, as companhias brasileiras precisam trabalhar duro para aumentar sua visibilidade com a comunidade financeira dos EUA", acrescentou.
O levantamento mostra ainda que 12,5 por cento dos investidores consultados estão muito otimistas com as empresas brasileiras, com outros 66,7 por cento relativamente otimistas e 18,8 por cento neutros. Não ouve respostas indicando pessimismo.
No total, 33 grupos que investem na América Latina e no Brasil participaram do estudo, que foi conduzido de 26 de julho a 15 de agosto.
Trinta e nove por cento deles ampliaram os investimentos em ações no Brasil no último ano, 24 por cento mantiveram suas aplicações e cerca de 36 por cento reduziram suas posições.

Fonte: http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRSPE77U08M20110831

Artigo: Crise chegará ao Brasil

A crise atual chegará pelo mesmo canal que hoje afeta os países desenvolvidos: deterioração das contas públicas. Por Adolfo Sachsida

29/08/2011
Estados Unidos e Europa parecem estar sofrendo os efeitos de uma crise que insiste em não chegar ao Brasil. Ledo engano. Os economistas do governo alardeiam por todos os cantos que o Brasil está pronto para enfrentar a crise. Estão errados. O objetivo deste artigo é explorar por que a crise ainda não chegou ao Brasil, e por que a mesma deixará estragos consideráveis em nossa sociedade.
A crise atual nas economias desenvolvidas resulta de um grave desequilíbrio fiscal: vários países usaram de artifícios contábeis para maquiar problemas graves de déficits públicos. Além disso, vários desses países aumentaram exponencialmente o gasto público com a justificativa de combater a crise financeira de 2007-09. O resultado dessas ações pode ser visto na crise atual. A solução para essa crise não é aumentar os gastos do governo, mas sim reduzí-los.
A primeira pergunta que nos propomos a responder é: por que a crise ainda não chegou ao Brasil? Não chegou ainda, pois aqui a situação fiscal de curto prazo não é das piores. Bem ou mal, o governo brasileiro tem conseguido manter o endividamente público dentro de cifras razoáveis. Contudo, aos poucos o governo brasileiro vem se distanciando desse comportamento prudente (herdado ainda da época de FHC) para se aventurar em situações, no mínimo, inusitadas. Os constantes aportes do Tesouro para o BNDES financiar empresas é apenas um dos inúmeros erros de política fiscal que estão sendo cometidos. Erros que com o tempo irão cobrar seu preço. Ou seja, ao analisarmos as perspectivas de finanças públicas no longo prazo, fica evidente o desastre que está por vir para a nossa sociedade.
A segunda pergunta: estamos preparados para crise? A resposta é não. Olímpiadas, Copa do Mundo, Previdência, Usina de Belo Monte, Trem Bala, relação Tesouro-BNDES, entre outros temas, são políticas erradas que pressionam demais o erário público, e que irão comprometer a situação fiscal brasileira no longo prazo.
A crise vai chegar ao Brasil, e irá chegar pelo mesmo canal que hoje afeta os países desenvolvidos: deterioração das contas públicas.

Fonte: http://opiniaoenoticia.com.br/brasil/politica/crise-chegara-ao-brasil/?ga=dtf

Artigo enviado por Thálita Brandão, estudante do curso Comex no Unifieo.